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Governo esclarece injecção de capital no Banco Económico

13 Agosto de 2019 | 16h48 - Economia

Luanda - O ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, esclareceu, nesta terça-feira, que o aumento da participação da Sonangol no Banco Económico visou atender a orientação do Banco Nacional de Angola (BNA), enquanto órgão regulador.

  • Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, na apresentação do Propriv

Para tal, o governante explicou que foram rubricados acordos parassociais, a fim de cumprir a exigência de aumento do capital, tendo em conta que um dos accionistas do banco não o fez.

Diamantino Azevedo, que respondia a jornalistas, à margem do acto de apresentação pública do Programa de Privatizações de Angola 2019-2022, sublinhou que o aumento não será feito de uma só vez.

Referiu que após o devido saneamento desse banco, o Estado vai alienar a sua participação para que a Sonangol possa se concentrar no “score business”, que é o segmento de prospecção, pesquisa e exploração de petróleo.

A Sonangol tomou a participação da Lektron no Banco Económico, ficando agora com 70,37% na instituição, face aos 39% anteriores. Além da petrolífera, são accionistas o português Novo Banco (9%) e a Geni (19,9%).

Entretanto, Diamantino Azevedo disse que o Governo decidiu levar a privatização parcial da Sonangol, através de uma oferta pública de acções, que numa primeira fase será minoritária, cuja percentagem exacta será decidida ao longo do processo, após apreciação da comissão de privatização e decisão do Titular do Poder Executivo.

Frisou que essa privatização prevê efectivamente que parte das acções será destinada aos trabalhadores da empresa e também a outros subscritores.

O ministro sublinhou que desta forma estarão a seguir o modelo ideal já em prática em outras empresas de renome internacional.

“Teremos no futuro uma empresa focada no seu objecto social e será mais eficiente e contribuirá para a nossa economia e para a melhoria de vida da nossa população”, frisou.

O Programa de Privatizações prevê privatizar em 2019 um total de 80 empresas, no próximo ano 91, quando em 2021 serão 20 empresas e em 2022 quatro empresas a privatizar, onde consta a Sonangol.

O cronograma prevê que quatro empresas de referência deverão ser privatizadas em 2019, 18 em 2020, sete em 2021 e três em 2022.

Quanto às empresas participadas e activos da Sonangol, em 2019 deverão ser privatizadas 20, em 2020 serão 26 empresas, em 2021 e três empresas e uma em 2022.

Quanto às unidades industriais da Zona Económica Especial (ZEE), segundo o cronograma, em 2019 serão 29, e no seguinte (2020) vinte e duas empresas.

No mesmo processo, outras 27 serão alienadas em 2019, em 2020 serão 25 e dez em  2021.

O PROPRIV apresenta empresa de sete sectores principais entidades/activos a privatizar, tuteladas pelos sectores dos Recursos Minerais e Petróleo, Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Financeiro, Transportes, Agricultura, Hotelaria e Turismo, Indústria.

Entre elas, estão 32 empresas de referência nacional, 50 empresas participadas e activos da Sonangol 51 unidades industriais da ZEE, e 62 Outras empresas e activos.