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Revisão da lei dá competitividade às prestadoras de serviços nos petróleos

12 Julho de 2019 | 17h30 - Economia

Luanda - O ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, afirmou hoje, em Luanda, que a revisão da Lei do Conteúdo Local, em curso no país, vai permitir que as empresas nacionais que prestam serviços à indústria petrolífera sejam mais eficientes, com alto nível de produtividade e competitividade.

  • FILDA- Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo

Explicou que o processo vai se inserir em todos os aspectos desta legislação para  permitir às empresas nacionais de conteúdo local corresponder as exigências do sector e de forma digna.

O governante, que falava à imprensa no final de uma visita às exposições da 35ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA/2019), que decorre de 9 a 13 de Julho, deu nota positiva a participação das empresas do sector que dirige nesta feira.  

Além da visita, o ministro também participou de uma palestra sobre a contribuição do sector petrolífero para diversificação nacional, na qual afirmou que a contínua capacitação e aposta dos quadros nacionais constitui outro desafio da indústria de petróleo e gás nacional.

Ao se referir à Sonangol, afirmou ser intenção transformá-la numa empresa competitiva, que possa desenvolver a sua actividade ao logo de toda a cadeia de valor do sector petrolífero, desfazendo-se de grande parte dos activos não nuclear, para sua privatização.

Referiu que uma lista de 72 empresas (ctivos) da Sonangol foram entregues ao organismo correspondente (Instituto Gestão de Activos e Participação do Estado – IGAPE) para serem privatizados.

Por sua vez, o presidente do conselho de administração da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANAPG), Paulino Gerónimo, afirmou que o aumento da produção petrolífera,  uma maior participação das empresas nacionais e a criação de mais postos de trabalho constituem, entre outras apostas são os desafios do sector de petróleo e gás.

Hoje a FILDA esteve ser reservada ao sector petrolífero.

A propósito, o presidente da Associação das  Empresas de Prestação de Serviços da Indústria Petrolífera em Angola, (AECIPA),  Braúlio de Brito, falou da importância das empresas nacionais de conteúdo local potenciar as sua áreas de manutenção, engenharia, recursos humanos e as suas parcerias, para que possam desenvolver e serem mais competitivas.

Afirmou que em 2017 a indústria petrolífera registou um número de 16 mil trabalhadores no sector de serviços e destes 85 por cento são angolanos. No mesmo ano, o volume de negócio era de USD 14 mil milhões/ano e um rendimento de AKZ 900 mil milhões.

Falou da necessidade do aumento da produção petrolífera, tendo justificado que a indústria vive de rendimentos e as dinâmicas devem ser implementadas para aumentar o volume de receita ao país.

A produção diária de Angola ronda à volta de 1,4 milhões de barris de petróleo/dia.