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IDA necessita de três mil técnicos para extensão rural

11 Junho de 2019 | 19h17 - Economia

Caxito - O Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) necessita de três mil novos técnicos, para garantir a assistência técnica e extensão rural no país, visando o aumento da produção através do processo de mecanização.

Ao avançar hoje a informação à Angop, o director-geral adjunto do IDA, José Fernandes, à margem do Iº Fórum provincial de Desenvolvimento económico local”, adiantou que a instituição conta apenas com 800 técnicos. 

Para colmatar este défice, o Ministério da Agricultura e Florestas vai, ainda este ano, no âmbito do reforço de pessoal qualificado, enquadrar alguns técnicos.

Ainda este ano, disse, a instituição começou a introduzir a moto cultivadora e a charrua de atracção animal, para o aumento da produção.

Realçou que instituição recebeu do OGE revisto uma verba de oito mil milhões de kwanzas, contra cinco mil milhões dos anos anteriores, representando um aumento na ordem de 35 por cento.

Com este valor, o IDA apenas poderá apoiar em termos de assistência técnica, um pouco mais de 200 mil famílias, ao contrário das três milhões e 500  previstas.

Em 2018, a área cultivada do país atingiu 5,6 milhões de hectares, dos quais 92 por cento foram preparados pelo sector familiar, e 8 por cento pelo sector empresarial.

Na cerimónia de abertura do fórum, a governadora da província, Mara Quiosa, sublinhou que com a realização do encontro se pretende obter subsídios, propostas e reflexões que  ajudem a encontrar as melhores soluções para a diversificação da economia como fonte de desenvolvimento local.

“Esperamos resultados concretos na satisfação das nossas dúvidas e incertezas sobre os passos a dar daqui para a frente, de modo a potenciar o empresariado local, as cooperativas e associações, assim como nos debruçarmos sobre os mecanismos mais adequados e viáveis para fazer acontecer o desenvolvimento local, disse a governadora.

O primeiro fórum provincial de desenvolvimento económico local decorreu sob o lema “Diversificação da economia, fonte de desenvolvimento local” e abordou temas ligados ao  turismo como fonte de diversificação da economia, políticas ambientais e a sua contribuição na execução do plano económico regional.

O transporte e mobilidade no desenvolvimento económico, os desafios e oportunidade de sector agrário no desenvolvimento económico local, a formação profissional, a banca e o programa de financiamento aos projectos locais foram igualmente analisados.