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Fundo africano da FAO reforçado com 17 milhões de dólares

12 Junho de 2019 | 13h28 - Economia

Luanda - Dezassete milhões e 800 mil dólares é o valor das contribuições anunciadas terça-feira, em Malabo, para a recapitalização do Fundo de Solidariedade Africana (FFSA) da FAO, cujo comité director é presidido por Angola.

Este valor, anunciado durante uma mesa redonda de doadores realizada na capital equato-guineense, foi prometido por vários países,  como Angola, Djibuti, eSwatini (ex-Swazilândia), Guiné Equatorial,  Reino eSwatini (ex-Swazilândia), Zimbabwe, França e da China.

Outros países e instituições financeiras internacionais presentes no evento manifestaram o interesse de contribuírem proximamente para o Fundo, que tem o objectivo de apoiar a agricultura e a segurança alimentar.  

Durante a mesa redonda, o presidente do comité director do FFSA, o representante de Angola junto das agências das Nações Unidas em Roma (FAO, FIDA e PAM),  embaixador Florêncio de Almeida, agradeceu ao presidente Teodoro Obiang Nguema pelo seu empenho e sensibilidade por iniciativas que visam contribuir para a melhoria da situação alimentar e nutricional das populações do continente africano.

Em jeito de balanço, o diplomata angolano informou que os 40 milhões de dólares, mobilizados inicialmente, permitiram à FAO financiar 18 projectos no valor de 37 milhões de dólares, beneficiando programas sub-regionais,  nacionais e temáticos em 41 países africanos,  tendo na generalidade tido um impacto positivo para a melhoria da produtividade e da vida das comunidades.

Disse que o Fundo continuaria a ter como principais fontes de recursos os países africanos, mas estará igualmente aberto à recepção de doações de outros Governos, fundações, instituições financeiras internacionais e do sector privado. 

O fórum contou com a participação dos chefes de Estado da Guiné Bissau, Mauritânia e do Primeiro-Ministro do Reino eSwatini e de vários ministros da Agricultura e das Finanças.

Estiveram também presentes os directores do BADEA (Banco Árabe de Desenvolvimento em África), do Banco Islâmico e o  representante do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), para além do corpo diplomático acreditado na Guiné Equatorial.

O FFSA, criado em 2012 pela Conferência da FAO para África realizada em Brazzaville,  visa apoiar a agricultura e a segurança alimentar, com recursos próprios do continente, aumentar a resiliência das populações rurais às alterações climáticas e criar oportunidades de emprego, em especial para os jovens.