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Inadec quer fiscalização mais profunda - director-geral

03 Dezembro de 2019 | 20h26 - Economia

Luanda - O Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec) precisa fazer, para além de verificar rótulos de produtos, uma fiscalização assente em exames laboratorial, no local e outro tipo de perícia a fim de detectar bens sem qualidade para consumo, declarou hoje o director Diógenes de Oliveira.

  • Director geral do Inadec,Diógenes de Oliveira

A fiscalização baseada na observação do rótulo dos bens, segundo o director, está ultrapassada e é necessária uma mais profunda e acabada. E para tal, os técnicos devem ser capacitados com conhecimentos e ferramentas adequadas para se apurar se os bens que se põem à mesa de casa ou de restaurante garantem segurança.

Em declarações à Angop, à margem de uma visita aos supermercados Maxi (Morro Bento), Big One (Maianga) e à Refriango (no Kikuxi), o gestor disse que o Instituto está, nesta altura, a lutar para garantir a higiene e a segurança alimentar.

Para concretizar estes objectivos, disse que assinaram nessa segunda-feira (02 Dezembro), um protocolo com sua similar de Portugal ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), que consiste na formação, apoio técnico, pericial, laboratorial e troca de informações - tendo em conta as relações comerciais existente ambos países.

A visita do Inadec àquelas unidades comerciais foi de carácter pedagógico e contou com a participação de representantes da ASAE.

No terreno, os técnicos aprenderam como se verifica uma rotulagem e como se procede à fiscalização propriamente dita - visando a melhoria dos serviços que as instituições comerciais prestam aos consumidores.

No final da jornada, o director e inspector-geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, disse que ficou bem impressionado com a exposição dos bens nas superficiais comerciais que visitaram. Pois apresentavam um padrão de segurança alimentar aceitável.

“Saio bastante satisfeito e bem impressionado com o padrão de segurança alimentar que os três estabelecimentos visitados apresentaram. Não deixam nada a dever aos seus similares da Europa ou mesmo das Américas e por conseguinte é o que se deseja já que a segurança alimentar vai sendo uma preocupação dos governos de todo mundo”, reconheceu.

Na óptica do representante da ASAE, Angola tem bons exemplos de estabelecimentos comerciais que oferecem, tanto na fase produtiva quanto na fase de comercialização, níveis importantes no que concerne a segurança alimentar. “ É preciso reconhecer que há modelos comerciais com boas práticas, apresentando níveis altíssimos de segurança alimentar em todas as fases,” concluiu.