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ENDE controla sistemas eléctricos a partir de Luanda

20 Novembro de 2019 | 19h24 - Economia

Luanda - A Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) inaugurou hoje, em Luanda, o primeiro Centro de Despacho, uma central para monitorização e controlo remoto a distância de todas operações nas suas subestações e redes espalhadas pelo país.

  • PCA da ENDE, Ruth Safeca
  • Esquema do Sistema de controlo a distância da ENDE

Inaugurado pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, o Centro de Despacho de Luanda está avaliado em três milhões de dólares e a sua construção, inserida na linha de financiamento da China, durou dois anos.

Além de Luanda, a ENDE está a construir outro em Benguela, que será a próxima contemplada, depois segue-se Malanje e Huíla.  Os referidos centros servirão de “back up”, caso um esteja fora de serviço.

O chefe do Centro de Despacho da ENDE, João Macua, disse que a abertura da central de controlo representa um ganho para a empresa em termos de gestão da rede eléctrica da ENDE, por permitir uma maior fluidez na gestão das interrupções, diminuição do tempo de interrupções e maior fiabilidade no sistema eléctrico.

O responsável salientou que antes da construção do referido centro, tudo feita com base em capacidades humanas, mas agora as novas tecnologias farão a gestão da própria rede da ENDE.

Para ele, hoje é impossível falar de redes de subestações com modelo de gestão moderna sem associa-la às novas tecnologias.

O controlo do Centro de Despacho vai incidir sobre a rede de 60 KV e 15 KV, depois poderão passar para a de baixa tensão.

João Macua disse que a toda a rede integrada no sistema será comanda a distância e a medida que o sistema de monitorização for crescendo, a operação manual será reduzida na rede eléctrica.

Na cerimónia, a presidente do conselho de administração da ENDE, Ruth Safeca, disse sublinhou constituir um marco para empresa, nestes cinco anos de existência, por terem agora a possibilidade de operarem a rede de distribuição de forma remota, num sistema informatizado.

Com o centro, haverá a redução dos tempos de intervenção na rede, o que vai possibilitar uma melhor prestação de serviços aos clientes, porque poderá em tempo real dar conta de todas as ocorrências que forem acontecendo a nível da rede de distribuição dos 60KV, 30KV, 15 KV.

Antes da inauguração, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, visitou um centro de sistema de vídeo segurança da ENDE, instalado numa sala onde se faz a monitorização das subestações não vigiadas, como a do Kilamba e a 28 de Agosto.

Outras 14 subestações não vigiadas entram para este sistema no final da próxima semana. A ideia é inserir numa primeira fase 56 subestações não vigiadas.

O sistema de vídeo segurança dispõe de uma capacidade para visualizar mil e 24 sites.

O ministro João Baptista Borges enfatizou que o sistema de vídeo segurança da ENDE é uma ferramenta importante, para gestão e controlo dos activos, numa altura que há avarias constantes e também o aumento de roubo e vandalismo de equipamentos e matérias eléctricos.

A ENDE foi criada há cinco anos, resultado das reformas em curso no sector eléctrico e da fusão das extintas empresas Nacional de Electricidade (ENE) e de Distribuição de Electricidade de Luanda (EDEL).

Além da ENDE, surgiram outras duas empresas: PRODEL – Empresa Nacional de Produção de Electricidade e RNT – Rede Nacional de Transporte de Energia.

Em todo o país, a ENDE conta com mais de um milhão e 600 mil clientes, nas modalidades de pagamento pré-pago e pós pago.