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Turistas sul-africanos visitam memorial da batalha do Cuíto Cuanavale

16 Maio de 2018 | 17h50 - Economia

Menongue - Ex-militares sul-africanos, que combateram na província do Cuando Cubango, agora na condição de turistas visitaram terça-feira o memorial da batalha do Cuito Cuanavale e o triângulo do Tumpo, onde se encontram três tanques sul-africanos, abandonados durante a última batalha, travada naquele município, a 23 de Março de 1989, entre as ex-FAPLA e o exército sul-africano.

  • Cuando Cubango: Tanque de guerra Oliphant, no triângulo de Tumpo, comunidade de Samaria (imagem de arquivo)
  • Memorial da Batalha do Cuito Cuanavale. (Imagem de arquivo)

Dos 100 sul-africanos estão nesta província desde domingo último, em caravana de amizade, 89 combateram na batalha do Cuíto Cuanavale, e pertenceram ao batalhão de infantaria e estiveram envolvidos na teatro das operações de 1987 a 1989.

O Tenente-coronel Gerahard Lowos, que dirigia naquela altura, a brigada de tanques, disse que o objectivo, era seguir até à ponte sobre o rio Cuíto e destruir a mesma, para impedir o avanço das FAPLA, para não atravessar e seguir em direcção à Mavinga, destruir as bases da UNITA.

Aquele oficial superior na reserva explicou que outro objectivo das tropas sul-africanas era proteger as bases da UNITA.

Afirmou que, depois dos três tanques accionar as minas, tiveram que terminar com a missão, o tempo ficou curto e não tinham combustível suficiente, tiveram que abandonar o local.

Assegurou ainda que a batalha do dia 23 de Março foi muito difícil para as topas sul-africanas, porque as FAPLA estavam atacar com ros versátil canhão BM-21, facto que lhe dificultou a vida.