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Ministério da Agricultura reafirma garantia da qualidade dos produtos importados

13 Março de 2018 | 19h07 - Economia

Luanda - O Ministério da Agricultura e Florestas reafirma o seu compromisso em trabalhar para garantir que os alimentos importados tenham a qualidade necessária para o consumo humano.

A garantia surge na sequência da ocorrência de um surto epidémico de "Listeriose" nos humanos, na República da África do Sul, provocada pela contaminação de carnes processadas prontas para consumo, conhecida como “Polony”, produzidas pelas empresas sul-africanas Enterprise Food e Rainbow Chicken Limited (RCL Food).

A propósito deste surto, provocado por uma bactéria disseminada na África Austral, a partir de alimentos produzidos na África do Sul, até ao momento as autoridades angolanas ainda "não registaram nenhum caso de Listeriose" no país, segundo uma fonte do Ministério da Agricultura e Florestas, em declarações hoje à Angop.

A fonte assegurou ainda que as autoridades angolanas continuam a recolher as amostras de diversos produtos para serem analisadas e posteriormente ter um diagnóstico mais abrangente.

Considerando o risco que a "Listeriose" representa para a Saúde Pública, o Instituto dos Serviços de Veterinária do Ministério da Agricultura e Florestas determinou a retirada e destruição imediata das carnes processadas, enchidos e embalagens de comida pré-cozinhada das marcas Enterprise Food e Rainbow Chicken Limited, produzidas na África do Sul.

De acordo com uma nota de imprensa do Ministério da Agricultura e Florestas, chegada hoje à Angop, os consumidores devem prestar atenção as referências dos produtos e proceder a sua destruição imediata, caso os tenham adquirido, devendo para o efeito contactar a autoridade veterinária local, autoridades sanitárias e policiais.

"As estruturas competentes devem intensificar as medidas de policiamento e controlo sanitário em todos estabelecimentos comerciais, postos fronteiriços (terrestres, marítimos e aéreos) ", lê-se na nota.

A "Listeriose" é uma infecção causada pela bactéria gram-positiva Listeria monocytogenes. As pessoas podem consumir a bactéria em lacticínios, legumes e verduras crus ou carnes contaminadas.

Febre, calafrios e dores musculares, além de enjoo, vómito e diarreia, constituem os principais sintomas deste surto.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a epidemia já é considerada originária da África do Sul, que começa a se espalhar pela África Austral, tendo atingido mais de mil pessoas.

A OMS considera ainda esta doença como a mais grave existente actualmente no mundo.