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Conteúdo local participa com 10% na indústria petrolífera

26 Novembro de 2018 | 18h00 - Economia

Luanda - As empresas nacionais apenas participam com uma quota de 10 por cento do conteúdo local da indústria de exploração de petróleo e gás em Angola, informou hoje o presidente da Prodiaman, Pedro Godinho.

  • Empresa SONILS, um dos sustentáculos do conteúdo local angolano
  • Conteúdo local no projecto Kaombo atingiu o recorde histórico de USD 2 mil milhões

Entre 2013 e 2014, segundo o responsável, a contribuição das empresas nacionais no conteúdo local atingiu o valor de 3,5 mil milhões de dólares norte-americanos.

Ao falar à imprensa na 2ª conferência africana sobre conteúdo local na indústria de petróleo e gás, Pedro Godinho disse que o Governo angolano definiu uma estratégia que passa pela associação das multinacionais, que operam no mercado nacional, com as empresas angolanas, para desenvolver o segmento do conteúdo local.

A este respeito, informou que 2014 foi o período mais alto da participação das empresas nacionais no conteúdo local, devido ao elevado nível de facturação e “know how”.

Tendo em conta o contexto de crise que o país e o sector enfrentam, entende ser importante a criação de leis que ajudem a consolidar a actividade das empresas nacionais, com maior oportunidade na prestação de serviços e bens na actividade de petróleo e gás.

Lembrou que, há 20 anos, as multinacionais que operavam no país traziam os bens e serviços e no final da sua actividade levavam os valores aos seus países de origem e o Governo reembolsava os custos operacionais que tinham no País.

Para Pedro Godinho, as empresas nacionais de conteúdo local, como a Sonamet e a Panael, que se dedicam ao fabrico de estruturas de plataformas de produção petrolífera, devem estarem ao mesmo nível das sul coreanas, americanas e de outros países.

As empresas nacionais prestam serviços de logística, engenharia, controlo de equipamentos subaquáticos e outras parcerias que prestam à indústria de petróleo e gás.

 Segundo o gestor, a aprovação de uma legislação sobre o conteúdo local na indústria de petróleo e gás vai evitar a dispersão nos conceitos e princípios que a actividade requer e a competitividade em termos de preços.

Por sua vez, o secretário de Estado dos Petróleos, Paulino Jerónimo, afirmou que as medidas tomadas pelo executivo sobre o conteúdo local visam relançar a indústria de petróleo e gás, que está quase paralisada.

Afirmou que o encontro constitui uma troca de experiência entre os vários países africanos e a exposição de várias empresas nacionais de conteúdo local.

A segunda conferência sobre Conteúdo Local na indústria de petróleo e gás do continente africano realizada, pela segunda vez, em Luanda, está a ser Promovida pela Organização dos Países Produtores de Petróleo Africanos (APPO). A primeira vez aconteceu em 2016.

Além dos países membros (Angola, Argélia, Benin, Camarões, Congo, RDCongo, Cote D Ivoire, Egipto, Guiné Equatorial, Gabão, Ghana, Líbia, Mauritânia, Níger, Nigéria, África do Sul, Sudão e Tchad), também estão a participar do encontro, que encerra terça-feira (27), empresas petrolíferas e prestadoras de serviços ao sector de petróleo e gás.

Participam do encontro empresas nacionais de produção de conteúdo local, como a Anglofex, Petromar, Erema, Sonamet, Sonils e Umbilicais.