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Grandes Moagens vão satisfazer 60 porcento das necessidades de trigo

19 Maio de 2017 | 18h43 - Economia

Luanda - A fábrica do consórcio Grandes Moagens de Angola (GMA), a ser inaugurada dia 26 (próxima sexta-feira), poderá fornecer 60 porcento da quantidade de farinha de trigo importada pelo país, em 2016, avaliada em 500 mil toneladas, soube a Angop.

  • Silos do porto de Luanda para armazenar cereais

A unidade fabril, segundo uma nota de imprensa da GMA chegada hoje à Angop, implantada no terminal da Multiterminais, no Porto de Luanda, terá capacidade para processar diariamente mil e 200 toneladas de trigo, 930 toneladas de farinha de trigo e 260 toneladas de farelo/dia.

Uma vez que o cultivo de trigo no país ainda é residual, a GMA importará a matéria-prima da França, Alemanha, Canadá, EUA, Cazaquistão, Austrália, entre outros – recorrendo aos serviços do seu departamento de “trading” e logística.

A empresa de capitais angolanos já recebeu, no Porto de Luanda, o primeiro carregamento de trigo a granel para ser processado e que terá a flexibilidade para produzir farinhas de diferentes variedades, conforme as necessidades do mercado local.

Esta unidade industrial criará mais de 150 postos de trabalho directos, num regime de laboração contínua (24h/7dias) e empregos temporários que dependerá do mercado e da sazonalidade da procura.

Para o efeito, um programa de formação será efectuado para desenvolver as competências da equipa e prepará-los para serem capazes de assumir mais responsabilidades.

As instalações da GMA ocupam uma área total de, aproximadamente, 30.000 m2, divididos por um edifício industrial, dois armazéns de produtos finais, uma área de armazenamento de matérias-primas (silos) para 45 dias de produção.

Contemplam também área técnica, composta por várias utilidades, edifício de escritórios com laboratório próprio e padaria industrial à escala laboratorial para formação da indústria local, cantina e parque para camiões, equipamentos específicos para descarregar e carregar navios de grande capacidade.

O ensacamento final da farinha será efectuado em sacos de 50 kg, sendo posteriormente peletizados e armazenados até à expedição. O armazém de farinha tem uma capacidade para 5 dias de armazenamento.

O sub-produto farelo – será peletizado e armazenado em armazém horizontal, a granel, sendo posteriormente expedido, quer por navio, por camião ou comboio, dependendo do seu destino final. O armazém de farelo peletizado tem capacidade para 30 dias de armazenamento.

De acordo com o Conselho Nacional de Carregadores (CNC), em 2014 e 2015, Angola consumiu USD 570 milhões na importação de farinha de trigo.

Em 2014, foram gastos USD 250 milhões para 470 mil toneladas, enquanto em 2015 foram consumidos USD 320 milhões para 510 mil toneladas importadas.

Estima-se que até 2020, o consumo de farinha de trigo em Angola venha a ser, em média, de 730 mil toneladas/ano.

A implementação do Projecto do Consórcio Grandes Moagens de Angola foi aprovada em 2015 em sede do Conselho de Ministros.