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FMI encoraja Governo a prosseguir reformas

20 Abril de 2017 | 16h13 - Economia

Luanda - O Ministro das Finanças, Archer Mangueira, manteve nesta quarta-feira, em Washington, um encontro com o director-geral adjunto do Fundo Monetário Internacional, Tao Zhang, que manifestou satisfação pelos esforços desenvolvidos pelo Executivo para a contenção dos riscos financeiros, decorrentes do impacto da redução do preço do petróleo na economia nacional.

  • Archer Mangueira - Ministro das Finanças

 “Fico entusiasmado e satisfeito em relação aos esforços para a contenção dos riscos financeiros, principalmente a inflação e a reforma do sistema financeiro”, disse o responsável do FMI em relação às medidas de política macroeconómica do Executivo apresentadas pelo Ministro das Finanças e dos demais membros da delegação.

Archer Mangueira explicou os pilares da Estratégia de Implementação da Programação Macroeconómica, assentes no controlo da inflação, promoção da diversificação, melhoria das condições financeiras do Estado e reforma do sistema financeiro.

O responsável do FMI reiterou a necessidade de reforço e aposta nas reformas estruturais, para consolidação da área fiscal, principalmente no sector não petrolífero e, por esta via, conter-se a inflação.

Segundo Tao Zhang, as reformas irão funcionar como almofada para suavizar o impacto dos choques externos.

Angola e o FMI concordaram em aprimorar os instrumentos de cooperação, principalmente no tocante  à assistência técnica, matéria sobre a qual o FMI tem vindo a ensaiar novas fórmulas no sentido de adequar-se à realidade e necessidades concretas de cada um dos países membros.

Banco Mundial assegura assistência técnica ao sistema financeiro

A equipa do Banco do Mundial para Angola, concretizando o engajamento assumido na véspera pelo seu vice-presidente para com o País, comprometeu-se a assegurar um programa de assistência técnica para o acompanhamento da implementação da Estratégia de Desenvolvimento do Sistema Financeiro Angolano, tendo como ponto de partida a metodologia para a Avaliação Nacional de Risco.

Angola e o Banco Mundial estão neste momento num processo de revisão dos termos da Estratégia de Parceria. Neste sentido, encontra-se em produção um novo “Memorando Económico para Angola”. Este documento é válido por uma década e serve para apresentar as fontes de crescimento do país e repensar o seu modelo de desenvolvimento.

O Ministro das Finanças referiu que a produção deste documento coincide também com a revisão do quadro fiscal de médio-prazo e da Agenda Angola-2050, de desenvolvimento de longo prazo que o Executivo está a empreender.

Os demais membros da delegação estiveram igualmente envolvidos em outras reuniões e encontros com diversas entidades do sector financeiro. O quadro de assistência técnica em matéria fiscal tem vindo a ser aprofundado com a discussão de diferentes aspectos inerentes ao mercado de capitais, estatísticas e assuntos fiscais.

Para esta quinta-feira, os governantes de Angola e o vice-governador do BNA têm previstas reuniões da Constituência I junto do FMI e da Comissão Consultiva do Grupo Caucus Africano, bem como encontros com diversos investidores e bancos de investimento, como HSBC, Deutsche Bank e Afreximbank.

A delegação de Angola presente nas reuniões de Primavera de Bretton Woods, presidida pelo Ministro das Finanças, Archer Mangueira, é composta pelo Ministro do Planeamento e Desenvolvimento do Território, Job Graça, o vice-Governador do Banco Nacional de Angola, Manuel Tiago Dias, e  quadros destes três organismos do Estado.

Integram também a delegação angolana, os presidentes dos conselhos de administração do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e do Banco de Poupança e Crédito (BPC), respectivamente Manuel Neto Costa e Ricardo Viegas d'Abreu.

O embaixador de Angola nos Estados Unidos da América, Agostinho Tavares, acompanha igualmente os trabalhos.