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Basquetebol: Nova geração recupera créditos em Indianapolis

13 Agosto de 2019 | 19h31 - Desporto

Luanda - Renovada em 83 por cento no que concerne a mundiais, a selecção angolana de basquetebol assinalou o regresso a este "convívio" na 14ª edição, em Indianapolis (Estados Unidos da América), em 2002, após ter falhado a prova anterior, em 1998, na Grécia, numa competição em que Mário Palma e comandados não quiseram deixar a reputação do país à mercê da última prestação.

  • Arquivo de uma partida da selecção nacional

Depois de ter ocupado a 16ª e última posição na copa de 1994, no Canadá, Angola não conseguiu se apurar ao campeonato seguinte, em 1998, na capital grega (Atenas), conhecendo um interregno de oito anos, tempo que se julgou suficiente para justificar o acentuado processo de renovação, sendo o objectivo principal elevar os créditos do basquetebol nacional para além das fronteiras africanas.

O luso-quineense Mário Palma orientou a equipa (hexa-campeã continental na altura), outrora liderada pelo angolano Victorino Cunha, e optou por manter no leque de 12 atletas somente dois dos anteriores representantes (Victor de Carvalho e Ângelo Victoriano), sendo este último capitão.

Constituiu-se um conjunto a base de talentos da nova geração, com que o novo treinador vinha a trabalhar desde o Afrobasket de 1999 (ganho por Angola, em Luanda), o qual demonstrou qualidade para ombrear e cumpriu o propósito da federação, em particular, e dos angolanos, em geral.

Com Miguel Lutonda à frente da “operação” (13.1 média de pontos por jogo e 105 pontos no geral, em 8 partidas), a equipa cedo deu mostras de melhorias ao derrotar o Canadá (84-74) na segunda jornada do grupo A, inédito para si na fase inicial de um mundial, o que contribuiu para evitar o lugar mais baixo (4º) da série ao cabo de três desafios.

Angola ficou em terceiro no grupo, com quatro pontos, fruto de duas derrotas e um triunfo, garantindo os oitavos-de-final, etapa em que a sua presença se fez sentir de forma “viva”, pois “vendeu” cara derrotas diante do Brasil (83-86) e de Porto Rico (87-89).

Mas o resultado frente à Turquia foi dilatado (66-86), uma vez que ao combinado nacional acusou, entre outros factores, desgaste físico. A selecção “caiu”, então, para a fase das classificativas do 9º ao 12º postos, onde fora derrotada pela Rússia (66-77) antes de ganhar a China, por 96-84.

Apesar de integrar 10 estreantes em provas do género, o país obteve na classificação geral o meritório 11º lugar num universo de 16 participantes, três lugares acima da 13ª posição alcançada em 1990, na Argentina, e cinco em relação a pobre prestação de 1994, no Canadá (16ª e última). Em oito partidas, ganhou duas, perdeu seis, converteu 600 e sofreu 697 pontos.

Kikas Gomes (11.9 média de pontos por jogos e 95 no geral), Edmar Victoriano “Baduna” (9.8 média/ 78 total), Gerson Monteiro e Victor Muzadi, ambos com 7.6 como média de pontos por jogo e 61 pontos no total, notabilizaram-se no auxílio à Lutonda, que ocupou a 29ª posição do quadro geral dos melhores marcadores da prova, entre 168 nomes, com 13.1 média de pontos por jogo e 105 no total.

Considerado jogador mais valioso do torneio (MVP), o alemão Dirk Nowitzki, com média 24 pontos por partidas e 261 no cômputo geral, comandou a longa lista em que Angola tem, além de Lutonda, Kikas (38º) e Baduna (49º) a superarem algumas estrelas, com realce para o norte-americano Shawn Marion (50º).

Representaram a selecção Victor Muzadi, Walter Costa, Ângelo Victoriano, Gerson Monteiro, Edmar Victoriano “Baduna”, Victor de Carvalho, Kikas Gomes, Belarmino Chipongue, Carlos Almeida, Miguel Lutonda e Eduardo Mingas.

A Jugoslávia conquistou o título, a Argentina e Alemanha completaram o pódio, ao passo que a Argélia, representante africano, ficou em 15º e o Líbano na última (16ª) posição.