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Mundial-Sub17: Palanquinhas já no país de "cabeça erguida"

08 Novembro de 2019 | 12h47 - Desporto

Luanda - Depois de eliminado nos oitavos-de-finais, no dia 5, do Campeonato do Mundo de futebol em sub-17, que decorre no Brasil, a selecção nacional regressou ao país, na manhã desta sexta-feira, com o sentimento de missão cumprida, conquistando o respeito e um grande reconhecimento internacional pela "brilhante participação" no evento.

  • Seleção nacional de futebol de sub-17

Na sua primeira participação na prova, os palanquinhas obtiveram duas vitórias de 2-1, diante da Nova Zelândia e Canadá, e derrotas (0-2) frente ao Brasil, na fase de grupos, e diante da Coreia do Sul (0-1), no "mata-mata", numa partida bem disputada, do princípio ao fim, com múltiplas oportunidades para os contendores.

À chegada, o seleccionador nacional, Pedro Gonçalves, expressou a sua alegria pela "passagem convincente à fase seguinte", sublinhando que Angola tem potencial para desenvolver o seu futebol futuramente e que adquiriu uma grande experiência competitiva.

Em declarações à imprensa, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, momentos depois da chegada da delegação angolana à competição, explicou que a "prestação de Angola vai servir de base para o futuro e uma grande manifestação e/ou reflexão interna, quer em torno destes bravos meninos quer de todo o futebol jovem de Angola".

"Esta é uma geração que tem dado provas, não só agora no campeonato do mundo. Só neste ano e meio, conseguiu ganhar o campeonato da África Austral, classificou-se em segundo lugar nos Jogos da SADC e conquistou a medalha de bronze no Campeonato Africano", destacou.

Na capital angolana, os jogadores foram recebidos por mais de duas centenas de pessoas, entre elas o presidente da Federação Angola (FAF), Artur de Almeida e Silva, que considerou a participação da selecção nacional "fantástica na medida em que foram ultrapassadas todas as expectativas".

O dirigente federativo afirmou que o trabalho de base vai prosseguir até se atingir o topo, pelo que elogia o envolvimento dos clubes nesta empreitada, com as suas escolas de formação.

Para o director-técnico para as selecções nacionais, Miller Gomes, "foi uma prestação boa a todos os níveis, sendo, no entanto, necessário ter-se os pés bem assentes no chão, por se tratar de um processo de longa caminhada".
 
Disse que com esses resultados as expectativas aumentaram, e que a FAF tem consciência da qualidade dos jogadores, do trabalho a ser feito. E tendo em atenção alguns condicionalismos, referiu, o órgão reitor do futebol tudo fará para o crescimento desses e de outros jovens atletas espalhados pelo país.

Já o jogador angolano Zine, melhor marcador da selecção (dois golos em quatro jogos), diz-se satisfeito e orgulhoso por ter feito parte desta equipa, pelo que promete continuar a trabalhar para atingir patamares ainda maiores.

Por sua vez, o titular da baliza dos "palanquinhas", Giovani, considerou difícil a participação do "onze nacional" no mundial (decorre de22 de Outubro a 17 de Novembro) e espera no futuro conseguir a titularidade no seu clube (1º de Agosto) e na selecção sénior.

Na missão Brasil estiveram Geovani, Cambila,Valente (Guarda-redes), Gege, Pablo, Afonso, Domingos, Tino, Mimo, Porfírio (Defesas), Pedro, Manilson, Maestro, Beni, Netinho, Nelinho (Médios), David, Capita, Zito Luvumbo, Zini e Abdul (Avançados).