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Angola produz três milhões de toneladas de lixo por ano

13 Junho de 2018 | 14h47 - Ambiente

Luanda - Angola produz 3,5 milhões de toneladas de lixo por ano, adianta um Relatório Social de Angola 2016 apresentado terça-feira, em Luanda, elaborado pela Universidade Católica de Angola (UCAN).

  • Relatório Social de Angola da UCAN lançado em livro

Segundo o relatório, que aponta dados do Ministério do Ambiente, do referido número, 1,3 milhões, equivalentes a um terço, são produzidos em Luanda, num rácio que se estima entre 75 a 80 gramas por cada habitante.

O documento sublinha que com o ritmo actual de crescimento demográfico, as autoridades admitem um cenário desafiador, ao prever o aumento do volume de produção dos resíduos na capital na ordem de 146 por cento até ao ano de 2025, sendo que a capacidade de recolha e seu tratamento crescerá desproporcionalmente.

"Considerando que na sequência da crise económica, as verbas para o subsector de saneamento têm sido sistematicamente reduzidas, pode-se dizer que em 2016 o volume de lixo de todos os cidadãos do país foi de longe superior ao que as operadoras conseguiram recolher - " realça o estudo.

O relatório faz referência às medidas adoptadas pela província de Luanda para contrapor a problemática do lixo, como o "sábados vermelhos", e a campanha de 45 dias liderada por uma comissão nomeada pelo Presidente da República, em 2016.

Acrescenta que outras restantes províncias seguiram o exemplo de Luanda, tendo adoptado modelos participativos de gestão de lixo, com destaque para o Zaire, com o programa " Verde na cidade de Mbanza Congo"; Ondjiva (Cunene), Lobito (Benguela), com um modelo que inclui a participação financeira dos munícipes e empresas; Huambo e Dundo (Lunda Norte) da co-participação física.

O relatório, de 303 páginas, está dividido em oito capítulos que abordam a participação política dos cidadãos, perfil sanitário angolano, avaliação dos comportamento dos principais indicadores educacionais, a problemática de água e saneamento básico no país.

Acções levadas a cabo pelo extinto Ministério da Assistência e Reinserção Social, no âmbito da Política Nacional de Assistência Social, os tipos de recursos  naturais, a problemática dos sectores da sociedade civil e das mudanças que estão a produzir em Angola e uma monografia sobre a pobreza no município de Kalandula em Malanje são outras questões abordadas no relatório.

Em Março do corrente ano, a ministra do Ambiente, Paula Coelho, anunciara que mil toneladas de lixo eram depositadas diariamente no aterro sanitário dos Mulenvos, em Luanda.

Na altura, dissera que a quantidade de lixo que Luanda produzia girava à volta dos 0,65 quilos diários por pessoa, o que a tornava insustentável por deter apenas um aterro.