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Autoridades priorizam combate à caça ilegal em Cabinda

13 Março de 2018 | 12h51 - Ambiente

Cabinda - O combate à caça furtiva e exploração ilegal de madeira na floresta do Maiombe destacam-se das prioridades do Ministério do Ambiente para protecção das espécies - anunciou em Cabinda a ministra do ambiente, Paula Francisco Coelho.

  • Um perspectiva do municipio de Buco-Zau, a meio do Maiombe
  • Floresta do Maiombe

A governante, que se encontra em Cabinda desde o último final de semana, onde se deslocou aos municipios do Buco-Zau e de Belize, explicou existir um processo de enquadramento de ex-militares como fiscais, para maior controlo e preservação da fauna e flora no Parque Nacional Maiombe.

Sobre o assunto, o administrador do parque, José Maria Bizi, disse que o local necessita de elevar os seus 15 fiscais para 65 efectivos.

Em declarações à Angop, no âmbito da visita da ministra do Ambiente a Cabinda, José Bizi argumentou que os 15 fiscais não conseguem controlar os 193 mil hectares do parque, desde o município de Cacongo aos do Buco-Zau e Belize, para fiscalização e combate à exploração ilegal de madeira, caça furtiva e a outros meios de agressão ao meio.

Para atenuar a carência de fiscais, a administração do parque recorre a pessoas de confiança que prestam informações sobre a acção dos caçadores ou madeireiros ilegais.

Além de caçadores e madeireiros ilegais, o administrador alertou a existência de actividades (por ignorância e subsistência) de aldeões que lesam os ecossistemas do parque.

Defendeu a realização de campanhas de educação ambiental para ensinar os habitantes no perímetro do parque a proteger a vida vegetal e animal.

A seu ver, quando a sociedade compreender as razões de se conservar e proteger o parque, subsequentemente será fomentado o ecoturismo, de tal sorte que abundarão turistas no Parque Nacional Maiombe e emprego para jovens.

Na sequência, a ministra salientou existir trabalho a nível das unidades sobre os crimes ambientais que têm reforçado as acções de sensibilização no Parque Nacional Maiombe".

No tocante ao centro turístico Resort do Maiombe, apesar de afirmar que carece de uma certificação internacional para o fomento do ecoturismo na região, Paula Coelho desafiou os angolanos a visitar o lugar.