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Autoridades acompanham girafa reaparecida

10 Janeiro de 2018 | 11h36 - Ambiente

Luanda - As vinte e duas girafas reencontradas, em 2017, no Parque Nacional do Luengue-Luiana, província do Cuando Cubango, começam a ser acompanhadas no primeiro semestre deste ano, pelo Ministério do Ambiente.

  • Girafas localizadas no Parque Nacional de Luengue-Luiana

O reaparecimento  deste animal, em Setembro de 2017, constituiu um dos  destaques do sector ambiental em Angola, um facto que obrigou a elaboração de um plano estratégico para a sua protecção e conservação.

No quadro do  seu ressurgimento, Angola beneficiou, em 2017, de um prémio internacional a nível da Associação Africana  dos Fiscais.

Em declarações à Angop, o técnico do Ministério do Ambiente Manuel Xavier referiu que o monitoramento da espécie vai contar com o apoio de  especialistas internacionais e das repúblicas da Namíbia e Botswana, regiões em que a espécie migratória se movimenta, saindo de Angola e vice-versa.

Para o controlo do seu movimento serão colocadas coleiras nas girafas, à semelhança da iniciativa sobre a protecção da palanca negra gigante.

A espécie que já consta do Anexo II da  Convenção sobre as Espécies Migratórias (CME) é típica da região do Parque Nacional do Luengue-Luiana,  criado em 2011, pelo Ministério do Ambiente.

A espécie reaparece depois da desmilitarização da zona, o que está a facilitar o repovoamento natural desta zona de conservação com outras espécies  de pequeno, médio e grande porte, de acordo com a fonte.

Em  Angola, antes do reacender dos conflitos, controlavam-se milhares de girafas, com destaque ao Parque Nacional da Mupa (Cunene), onde  actualmente não há vestígios desta espécie, de acordo com Miguel Xavier.

“O Parque da Mupa foi criado especificamente para proteger a girafa, desde o tempo colonial, mas infelizmente ainda não foram registados indivíduos  desta espécie, havendo toda a necessidade de uma pesquisa, para se saber do paradeiro deste animal”, referiu  Manuel Xavier.

 Este animal também é controlado no Parque Nacional da Quiçama, Luanda, através do projecto “Arca  de Noe”, uma  iniciativa que começou com quatro animais e passou para mais de 32  girafas até os últimos dois anos.