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Guiné-Bissau: Oficinas de Língua Portuguesa lançam boletim mensal

21 Novembro de 2006 | 10h19 - África

Bissau

Bissau, 21/11 - Um grupo de professores ligados às Oficinas de Língua Portuguesa, lançou esta segunda-feira o número zero de um boletim informativo sobre o trabalho da agremiação, no âmbito do Programa de Apoio ao Sistema Educativo na Guiné-Bissau (PASEG).

"Oficinas em Movimento" é o título do boletim, lançado em paralelo à inauguração das restauradas e ampliadas instalações da Escola da UCCLA, que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Carmona Rodrigues.

A publicação, em formato A3 e de oito páginas, é chefiada pela coordenadora do PASEG, Helena Castro, que tem a seu cargo 34 professores portugueses que se encontram em váriosestabelecimentos de ensino em Bissau e que, paralelamente, participam em actividades ligadas à promoção e divulgação da Língua Portuguesa na Guiné-Bissau.

As Oficinas de Língua Portuguesa, que contam desde o dia 20 do corrente, com o pólo na Escola da UCCLA, têm por finalidade dar continuidade aos aspectos pedagógicos e gramaticaisdo ensino do idioma de Camões, através de cursos de língua, informática e multimédia.

Actualmente, os professores do PASEG cujo total ascenderá a 40 em Janeiro próximo com a chegada dos outros seis, ministram nas Oficinas 15 cursos de informática e nove de Língua Portuguesa, números que poderão aumentar à medida das solicitações.

Além da acção formativa há também um espaço destinado à leitura recreativa e de manuais, visionamento de filmes e jogos pedagógicos.

O PASEG, na Guiné-Bissau desde 2000, destina-se a apoiar os ensinos básico e secundário das escolas públicas, embora se tenha também desdobrado noutras acções educativas, como o projecto "Alfabetização de Mulheres e Jovens".

Por outro lado, desenvolve também outras acções complementares para a promoção da utilização da Língua Portuguesa na Guiné-Bissau, como programas radiofónicos diários, tendo-se envolvido também na fundação do Teatro Experimental de Bissau (TEB) e em iniciativas de animação cultural em diferentes bairros da capital guineense.

O Programa de Apoio ao Sistema Educativo na Guiné-Bissau tem ainda efectuado vários cursos fora do âmbito do ensino básico, especificamente os para deputados e funcionários da Assembleia Nacional Popular (parlamento) e a elementos das Forças Armadas. De igual modo presta assessoria em Língua Portuguesa a jornalistas da televisão local.